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Aprendizagem Linear e Aprendizagem Expansiva

As aprendizagens lineares, tem como paradigma a aprendizagem do Livro. É uma aprendizagem do mundo conhecido. Parte da experiência vivenciada, integra no conhecimento humano existente, construindo a partir dele.

Por outro lado, as aprendizagens expansivas, trabalham no reino da probabilidade infinita, mobilizando a criatividade.

As teorias da aprendizagem expansiva, surge na Finlândia em 1987, integrando várias dimensões da psicologia, dos estudos de neurociência. Tendo por base aos trabalhos de psicologia de Vygotsky, Leontiev, Ilyenkov e Davydov, que distinguiam a o contributo da atividade histórico cultural para a aprendizagem (em paralelo com a estrutura biológica do cérbero).

Os estudos baseados nesta teoria orientam-se para seis linhas de pesquisa. A aprendizagem como transformação do objeto, A aprendizagem expansiva como movimento na zona de desenvolvimento proximal. A aprendizagem expansiva como ciclos de ações de aprendizagem. A aprendizagem expansiva como cruzamento de fronteiras e construção de redes. A aprendizagem expansiva como movimento distribuído e descontínuo e intervenções formativas.

As teorias da aprendizagem expansiva tem como objetivo entender como é que as aprendizagens se desenvolvem como processo ao longo da vida e ajudam os profissionais a gerar novas aprendizagens, incluindo as novas questões que a humanidade está a enfrentar. Por exemplo, o aquecimento global, a extinção biológica, o crescimento demográfico, a escassez de água potável, etc.

A teoria da aprendizagem expansiva forma-se a partir de análises de baixo para cima, e de fora para dentro, pensando as aprendizagens como redes de sistema de atividade e comunicação, interconectados com objetos compartilhados ou parcialmente e frequentemente contestados. Trata-se de objetos subjetivos que são analisados pela experiência sensorial, pela emoção, pela personificação, identidade e compromisso moral, através da metodologia da Intersubjetividade.

Bibliografia

Yrjö, Engeström, Annalisa, Sannino (2010). Studies of expansive learning: Foundations, findings and future challenges, in Educational Research Rview, Volume 5, Issue 1, 2010, Pages 1-24 .

O Método de Projeto na Educação

O método do projeto ou engenharia de projeto é um processo de formação desenvolvido nas escolas politécnicas de engenharia e arquitetura na Europa (Alemanha e França), a partir do Seculos XVIII.

No final das licenciaturas, normalmente no último ano, os estudantes tinham que desenvolver um projeto, usando as capacidades e ferramentas aprendidas, aplicando-as a problemas concretos vividos e presenciados no mundo do trabalho.

A filosofia do projeto expande-se ao longo do século vinte para as várias atividades, entre as quais na Filosofia da Educação, tendo como seu principal cultor William Heard Kilpatrick.

Neste método de projeto na educação, centrado na criança desenvolve-se por etapas progressivas, onde a cada aluno ou grupo de alunos é proposto um problema concreto, que tem que ser resolvido com o mínimo de orientação por parte do professor, aqui desenvolvido como tutor para ajudar o processo de seleção de informação relevante e sua comunicação. No processo de comunicação o tutor deve acentuar as consciências do conhecimento alcançado.

Ao invés da educação tradicional, baseada em conteúdos estáticos e desligados do mundo, o aluno no método de projeto é convidado a explorar o seu mundo e o contexto em que vive. A exploração do mundo deve ser construída com base nas suas capacidades de reconhecimento, de sensações e afetos. Esse reconhecimento de si é a motivação para desenvolver as suas aprendizagens. O processo educativo é em grande medida orientado pelos interesses pessoais dos alunos, que produzem os seus objetos didáticos.

O trabalho de projeto deve ter uma componente individual e de grupo. A componente grupal é essencial para o desenvolvimento das regras de convivências, de gestão de regras democráticas e para o desenvolvimento de discussões sobre as diferentes partes do conhecimento, com vista à sua integração. O conhecimento produzido e um conhecimento partilhado e participado.

Kilpatrick desenvolveu o seu método através de 4 grupos de proejto:

  • a construção (como escrever uma peça)
  • a diversão (como experimentar um concerto),
  • a problematização(por exemplo, discutir um problema social complexo como pobreza)
  • e a aprendizagem de técnicas específica (que exige um empenho pessoal, seja no desporto, seja na música, seja em qualquer outra atividade.

William Kilpatrick (1871 – 1965) O método do Projeto

 Kilpatrick, pedagogo americano, é considerado o mentor da metodologia de projeto, através da proposta de desenvolvimento de trabalhos integrados com Projetos. Discípulo de Dewey em Colúmbia, prossegue e desenvolve o seu trabalho no campo da educação democrática, marcando a segunda metade do século XX através da proposta de trabalho integrado com Projetos;

A sua Filosofia da educação está baseada no Método de Projeto para a Educação Infantil, visto como uma pedagogia progressiva, que organiza as atividades curriculares na sala de aula em volta de um tema central ou objetivo pedagógico.

No método de projeto o professor é um “mediador” em oposição da figura autoritária do professor tradicional. No método de projeto procura-se que cada criança crie a sua autonomia e desenvolva os seus percursos de aprendizagem através da experiencia dos diversos sentidos naturais e da exploração do mundo que o rodeia. No método de projeto rejeita-se o trabalho de memorização e os espaços educativos formatados (sobretudo com a disposição de mesas em filas ordenadas)

Kilpatrick desenvolveu o seu método através de 4 grupos de projeto:

  • a construção (como escrever uma peça)
  • a diversão (como experimentar um concerto),
  • a problematização(por exemplo, discutir um problema social complexo como pobreza)
  • e a aprendizagem de técnicas específica (que exige um empenho pessoal, seja no desporto, seja na música, seja em qualquer outra atividade.

O Método de Projeto na Educação

O método do projeto ou engenharia de projeto é um processo de formação desenvolvido nas escolas politécnicas de engenharia e arquitetura na Europa (Alemanha e França), a partir do Seculos XVIII.

No final das licenciaturas, normalmente no último ano, os estudantes tinham que desenvolver um projeto, usando as capacidades e ferramentas aprendidas, aplicando-as a problemas concretos vividos e presenciados no mundo do trabalho.

A filosofia do projeto expande-se ao longo do século vinte para as várias atividades, entre as quais na Filosofia da Educação, tendo como seu principal cultor William Heard Kilpatrick.

Neste método de projeto na educação, centrado na criança desenvolve-se por etapas progressivas, onde a cada aluno ou grupo de alunos é proposto um problema concreto, que tem que ser resolvido com o mínimo de orientação por parte do professor, aqui desenvolvido como tutor para ajudar o processo de seleção de informação relevante e sua comunicação. No processo de comunicação o tutor deve acentuar as consciências do conhecimento alcançado.

Ao invés da educação tradicional, baseada em conteúdos estáticos e desligados do mundo, o aluno no método de projeto é convidado a explorar o seu mundo e o contexto em que vive. A exploração do mundo deve ser construída com base nas suas capacidades de reconhecimento, de sensações e afetos. Esse reconhecimento de si é a motivação para desenvolver as suas aprendizagens. O processo educativo é em grande medida orientado pelos interesses pessoais dos alunos, que produzem os seus objetos didáticos.

O trabalho de projeto deve ter uma componente individual e de grupo. A componente grupal é essencial para o desenvolvimento das regras de convivências, de gestão de regras democráticas e para o desenvolvimento de discussões sobre as diferentes partes do conhecimento, com vista à sua integração. O conhecimento produzido e um conhecimento partilhado e participado.

Kilpatrick desenvolveu o seu método através de 4 grupos de proejto:

  • a construção (como escrever uma peça)
  • a diversão (como experimentar um concerto),
  • a problematização(por exemplo, discutir um problema social complexo como pobreza)
  • e a aprendizagem de técnicas específica (que exige um empenho pessoal, seja no desporto, seja na música, seja em qualquer outra atividade.