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O abraço a 2021 segundo Agualusa

Texto de José Eduardo Agualusa.Carta a 2021 inserido na Pagina do Fac e Book Isabel CortezProsa e Poesia em Língua Portuguesa

3 de janeiro às 22:33  · 

“Querido 2021, seja bem-vindo!Entre, a casa é sua.Se não for pedir demais, nos devolva, por favor, todos os abraços que seu prezado antecessor nos roubou. Queremos também as gargalhadas dos parentes e amigos, o livre sorriso dos desconhecidos, a brisa no rosto.Gostaríamos ainda de ter de volta a alegria das viagens; a tumultuosa euforia dos estados e dos grandes shows; todas as tardes em que não fomos beber cerveja com os amigos no boteco da esquina.

Não se esqueça de nos devolver aqueles jantares intermináveis, em que discutíamos o fim do mundo e como iríamos recomeçá-lo.Hoje, que sabemos muito mais sobre o fim do mundo, essas conversas antigas me parecem todas um tanto ou quanto ingênuas. Contudo, mais do que antes, é importante conversar sobre recomeços. Trocar sonhos. Debater utopias.

Peço em particular que me devolvas festivais literários – dos quais, em 2019, eu estava até (confesso) um pouquinho enfastiado. Durante o seu reinado, quero muito regressar a Paraty. Não posso perder a FliAraxá, a Flup ou a Flica, em Cachoeira.Eu, que não sou de futebol nem carnaval, agora sinto ânsias de me perder entre multidões, gritando, sambando, abraçando, me descobrindo nos outros. Quero dançar sem culpa. Quero poder voltar a abraçar meus velhos pais sem medo de os contaminar.

A maior invenção da Humanidade não foi a roda nem o fogo. Não foi o futebol, a feijoada, o samba, o xadrez, a literatura, sequer a internet. A maior invenção da Humanidade, querido 2021, foi o abraço.

Olho para trás e vejo a primeira mãe, acolhendo nos braços o filho pequeno.O nosso pai primordial apertando contra o peito forte (e peludo) a mulher amada; dois amigos se consolando numa armadura de afeto. Depois desses primeiros abraços, alguma coisa mudou para sempre. O mundo continuou perigoso, sim, o mundo será sempre perigoso, mas passamos a ter o conforto de um território inviolável.Foi o abraço que fundou a civilização.Com elevada estima,” José Eduardo Agualusa

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Sobre a Nova definição de Museu

Começa amanhã em Kyoto, no Japão a 25 º Conferencia Internacional do ICOM. Nela se irá discutir e eventualmente aprovar a nova definição de museu.

Como temos vindo a chamar a atenção, o novo conceito tem sido contestado, e vários membros e comités tem solicitado o adiamento da sua discussão.

A presidente do ICOM acabou hoje de remeter aos membros eleitores a posição da Prsidencia. Confira aqui.

Em termos gerais descreve o processo participativo desenvolvido desde Milão. A Plataforma criada para contribuições. Acaba por definir que a discussão irá ser feita. A Assembleia é soberana.

Sendo aprovada esta nova recomendação, o conceito demonstra a fluidez do conceito de museu.

Aguardemos então.

Coleção Historia de África de Ki-Zerbo on line

Publicada em oito volumes, a coleção História Geral da África está agora também disponível em português. A edição completa da coleção já foi publicada em árabe, inglês e francês; e sua versão condensada está editada em inglês, francês e em várias outras línguas, incluindo hausa, peul e swahili. Um dos projetos editoriais mais importantes da UNESCO nos últimos trinta anos, a coleção História Geral da África é um grande marco no processo de reconhecimento do patrimônio cultural da África, pois ela permite compreender o desenvolvimento histórico dos povos africanos e sua relação com outras civilizações a partir de uma visão panorâmica, diacrônica e objetiva, obtida de dentro do continente. A coleção foi produzida por mais de 350 especialistas das mais variadas áreas do conhecimento, sob a direção de um Comitê Científico Internacional formado por 39 intelectuais, dos quais dois terços eram africanos.

Brasília: UNESCO, Secad/MEC, UFSCar, 2010.

Download gratuito (somente na versão em português):

2º Edição do forum da Sociedade Civil para A PROTEÇÃO E A PROMOÇÃO DA DIVERSIDADE DAS EXPRESSÕES CULTURAIS

A PROTEÇÃO E A PROMOÇÃO DA DIVERSIDADE DAS EXPRESSÕES CULTURAIS

Sétima sessão Paris, Sede da UNESCO, Sala II

4 a 7 de junho de 2019

NOTA DE CONCEPTUAL

Segunda edição do Fórum da Sociedade Civil

Terça-feira, 4 de junho de 2019

1. Contexto

A sociedade civil tem desempenhado um papel importante no processo de elaboração e adoção da Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais em 2005 (doravante denominada “a Convenção”), mediante a criação de um movimento global de partes interessadas não-governamentais.

O artigo 11 da Convenção reconhece o papel fundamental da sociedade civil na proteção e promoção da diversidade das expressões culturais e estabelece que as Partes estimularão sua participação ativa em seus esforços para alcançar os objetivos da Convenção, por exemplo:

  • Participação no desenvolvimento de políticas culturais por meio de consultas com governos;
  • Agir como agentes de mudança, propondo novas ideias e abordagens na formulação de políticas culturais, por exemplo, no ambiente digital;
  • Coletar dados e fornecer informações para contribuir para o desenvolvimento de políticas informadas e a preparação de relatórios periódicos quadrienais.

Além disso, as diretrizes operacionais para a implementação da Convenção proporcionam às organizações da sociedade civil (doravante OSCs) várias oportunidades de participar do trabalho dos órgãos diretivos[1] da Convenção em nível internacional, por exemplo:

  • Participar das sessões dos órgãos diretivos como observadores credenciados: em média, 50 OSC participam regularmente de reuniões de órgãos diretivos;
  • Apresentação de documentos informativos aos órgãos dirigentes sobre as prioridades identificadas pelas Partes;
  • Contribuir ativamente para os debates dos órgãos de governo antes que as decisões sejam tomadas.

Desde 2017, os órgãos diretivos[2] da Convenção têm envolvido cada vez mais as OSCs na implementação da Convenção e encorajada sua participação nas reuniões estatutárias.

Por exemplo, as OSCs são convidadas a: – participar de uma reunião de trabalho entre o Bureau e os representantes da sociedade civil antes das sessões da Comissão para discutir os itens da agenda e as prioridades das Partes e OSCs. Os representantes da sociedade civil têm a oportunidade de fazer perguntas diretamente ao Presidente e aos Vice-Presidentes do Comitê;

  •  Apresentar propostas de alterações ao projeto de orientações operacionais sobre a implementação da Convenção no ambiente digital. Essas propostas foram incluídas no documento negociado pelo Comitê em sua décima sessão;
  •  Relatório sobre o contributo da sociedade civil para a implementação da Convenção. Os primeiros relatórios foram revisados ​​pelo Comitê em dezembro de 2017. As OSC apresentaram seu segundo relatório à Secretaria em 15 de fevereiro de 2019. Esses relatórios serão transmitidos à Conferência das Partes em sua sétima sessão em junho de 2019;
  •  Participar do Fórum da Sociedade Civil, que é realizado a cada dois anos antes da Conferência das Partes. Este Fórum fornece uma estrutura para o intercâmbio e a cooperação entre as OSCs e fortalece suas contribuições para a agenda dos órgãos governamentais. A segunda edição do Fórum da Sociedade Civil será realizada em 4 de junho de 2019.

As decisões e ações dos órgãos dirigentes sublinham a importância que atribuem à participação das OSCs. Eles asseguram que as OSCs participem da implementação da Convenção e estejam envolvidas nos debates e decisões tomadas nas reuniões estatutárias.

O nível de envolvimento das OSCs na Convenção é sem precedentes no direito internacional. Nenhuma outra convenção internacional permite que as OSCs desempenhem um papel tão ativo na sua implementação.

2. Objetivos do segundo Fórum da Sociedade Civil

Esta segunda edição do Fórum da Sociedade Civil visa:

  • – Permitir que os representantes das OSCs examinem as suas preocupações atuais e discutam questões relacionadas com a implementação da Convenção;
  • – Apresentar propostas à Conferência das Partes sobre questões ou problemas que as OSC considerem prioritárias e que gostariam que fossem refletidas no trabalho dos órgãos diretivos da Convenção.

O Fórum será organizado pela Secretaria e sua agenda refletirá as preocupações, questões e recomendações expressas pelas OSC em seus relatórios à décima primeira sessão do Comitê[3].

A análise desses relatórios pelo Secretariado destacou quatro temas que sustentam as principais oportunidades e desafios enfrentados pelas organizações da sociedade civil e levam em conta os diferentes tipos de organizações da sociedade civil, a diversidade das indústrias culturais e criativas que representam e sua diversidade geográfica.

A fim de finalizar os quatro temas, a Secretaria convidou as OSCs a compartilhar ideias e propor emendas antes de 28 de fevereiro de 2019. Suas respostas permitiram que a Secretaria finalizasse o projeto.

Programa do Fórum.

Quatro oficinas serão organizados com base nos temas selecionados:

Oficina 1: Como melhorar a diversidade de expressões culturais na média na era digital? Exemplos de boas práticas.

A questão da diversidade de expressões culturais na média é crucial, uma vez que a média está no centro da criação, produção e disseminação de uma quantidade cada vez maior de conteúdo cultural e artístico, particularmente no ambiente digital. Além disso, a diversidade de conteúdo criativo na média é essencial para a promoção da diversidade de expressões culturais e é considerada um indicador-chave para monitorar a implementação da Convenção de 2005 sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais.

Um dos principais desafios é fortalecer a produção nacional, a fim de alcançar um equilíbrio entre o conteúdo local, regional e internacional. Além disso, a sub-representação generalizada das mulheres na economia criativa faz do gênero uma questão importante para garantir a diversidade das expressões culturais na média.

Esta oficina dará aos participantes a oportunidade de discutir tópicos como a eficácia das políticas para regular a diversidade de conteúdo na era digital, concentração de conteúdo e plataforma na média, o impacto de algoritmos no acesso e descoberta de conteúdo cultural local, etc.

Oficina 2: Como fortalecer os mecanismos de cooperação e assistência internacional da Convenção em parceria com as OSCs?

A Convenção de 2005 desenvolveu vários mecanismos de cooperação e assistência internacional, como assistência técnica, capacitação e financiamento por meio do Fundo Internacional para a Diversidade Cultural (IFCD). As OSCs são parceiros fundamentais para implementar os mecanismos de cooperação e assistência internacional da Convenção, pois contribuem para a execução de projetos e programas para o desenvolvimento de indústrias culturais, participam do desenvolvimento de políticas públicas e realizam atividades de defesa de direitos.

Esta oficina será uma oportunidade para os participantes discutirem as maneiras pelas quais os mecanismos de cooperação e assistência internacional da Convenção de 2005 podem ser fortalecidos para promover o surgimento de setores culturais e criativos dinâmicos nos países beneficiários.

Oficina 3: Como podem as Cátedras e OSCs da UNESCO colaborar para contribuir para o desenvolvimento de políticas públicas para a cultura e o desenvolvimento sustentável?

As cátedras da UNESCO atuam como “think tanks” e contribuem para reunir acadêmicos, membros da sociedade civil, pesquisadores e formuladores de políticas. Os presidentes que trabalham nas áreas da Convenção promovem a cooperação e o trabalho em rede entre as universidades a nível internacional para fortalecer as capacidades institucionais por meio do compartilhamento de conhecimentos e colaboração no setor de indústrias culturais e criativas.

Através desta rede, os presidentes dedicados à Convenção podem reunir seus recursos, tanto humanos como materiais, para enfrentar os desafios ligados ao desenvolvimento de políticas culturais informadas, por exemplo, publicando artigos de pesquisa, organizando conferências e ensinando estudantes universitários.

Estas conquistas precisam ser fortalecidas, especialmente facilitando a cooperação entre elas e com as OSC. Esta oficina proporcionará uma oportunidade para as OSC aprenderem mais sobre os projetos e o trabalho dos Presidentes da UNESCO e para identificar potenciais sinergias.

Oficina 4: Como superar barreiras à mobilidade de artistas e profissionais da cultura?

A mobilidade de artistas e profissionais da cultura é um grande desafio, assim como a troca equilibrada de bens e serviços culturais.

A mobilidade não é uma escolha para artistas e profissionais da cultura, mas sim uma condição para a sua sobrevivência profissional, pois garante as suas perspetivas de carreira, o acesso aos mercados internacionais, a criação de empregos e redes e a promoção da diversidade das expressões culturais.

Durante anos, os obstáculos à mobilidade de artistas e profissionais da cultura foram o resultado de políticas de imigração cada vez mais restritivas, em particular no que diz respeito a vistos e questões de segurança social e tributação. Assim, há uma necessidade urgente de repensar políticas e programas para a mobilidade dos artistas, a fim de superar esses obstáculos e promover um maior fluxo de ideias e diversidade de expressões culturais em todo o mundo.

3. Resultados esperados

Estas quatro oficinas permitirão às OSCs definir áreas concretas de ação para recomendar aos órgãos diretivos da Convenção.

Tais áreas recomendadas para futuros trabalhos serão apresentadas à sétima sessão da Conferência das Partes pelo Relator do Fórum (item 5 da agenda provisória intitulada “Debate geral sobre a implementação da Convenção por seus interessados”).

A UNESCO garantirá a organização logística do Fórum. Interpretação simultânea será fornecida em francês e inglês.


[1] A Convenção tem dois órgãos diretivos: a Conferência das Partes da Convenção e o Comitê Intergovernamental para a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais.

[2] Desde 2007, os órgãos de governo tomaram 22 decisões relativas ao papel e à participação da sociedade civil na implementação da Convenção. O Secretariado preparou mais de 20 documentos de trabalho e informação sobre questões relativas à sociedade civil e à Convenção para permitir que tomem decisões informadas. Até o final de 2019, a Secretaria organizou mais de 15 eventos (sessões de intercâmbio, Create | 2030 Talks) especificamente dedicados ao engajamento da sociedade civil na implementação da Convenção. As decisões e documentos estão disponíveis no site da Convenção: https://en.unesco.org/creativity/governance/governing-bodies.

[3] Ver: Relatórios das organizações da sociedade civil sobre suas atividades, DCE / 17 / 11.IGC / 6REV, décima primeira sessão do Comitê Intergovernamental (dezembro de 2017).

XIX MINOM Bogotá

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A Cátedra UNESCO ” Educação, Cidadania e Diversidade Cultural  apoia a XIX Conferencia do MINOM-ICOM , a II Cátedra Latinoamericana de museologia social e gestao do património cultural, e a I Jornada latinoamericaca se museologia social,que terá lugar en Bogotá  de 27 a 30 de Novembro 2018.

Participam na Conferência os Professores Pedro Pereira Leite, Marcelle Pereira e Mário Chagas, a nossa Doutoranda Juliana Campuzano e o doutorando Marcelo Murta.

MANIFESTO ESTUDANTES SOCIOMUSEOLOGIA UNIVERSIDADE LUSÓFONA

Manifesto foi lido na sua versão inglesa na reunião regional do CECA, o Comité do ICOM sobre Educação e Ação Cultural que se realizou em Lisboa, na Universidade Lusófona,  nos passados dias 26 e 27 de Abril.

 

MANIFESTO

ESTUDANTES SOCIOMUSEOLOGIA UNIVERSIDADE LUSÓFONA

Os princípios de uma museologia que realmente represente uma memória popular devem atender às premissas de processos participativos. A função dos museus tem de incorporar o âmbito da educação e desenvolver atividades pedagógicas e políticas de empoderamento de sujeitos locais que são também parte considerável do património dos lugares. Um museu tem de se abrir ao diálogo para preservar, transformar e comunicar valores relacionados com a vida da população local; esse museu é aquele que disponibiliza as ferramentas de comunicação (e até a tecnologia) que promovem o  acesso e a  possibilidade de participação da comunidade. 

O museu apolítico não existe. O museu neutral não existe. O museu faz parte de um tempo e de um espaço e é fruto das relações interpessoais. Toda a narrativa, seja ela expositiva ou de outra natureza, é produto de um recorte. Logo, não é matéria inerte, o museu é orgânico, rizomático, vivo. 

Como elemento vivo, o museu deve reagir e envolver-se nos temas do mundo e, também, na vida das pessoas que fazem parte daquele museu, daquele lugar. Assim como deve representar os símbolos e objetos que tenham valor histórico e afetivo para a comunidade. 
A génese dos museus é parcial, segmentária. Ela conta a narrativa hegemônica e elitista. Poderíamos, talvez, recontar a história dos museus à sua proveniência de coleções privadas e de gabinetes de curiosidades apanágio de certos indivíduos privilegiados, endinheirados, excêntricos;  gabinetes que são depois empolados para museus com discursos oficiais, nacionais e imperiais, usados como símbolo, como marcas de poder e reafirmação de valores do poder. 

Mas hoje as experiências museais querem-se livres, deixam-se reescrever, questionam-se, incluem-se nos dilemas do tempo presente. Porque o museu pertence a todos os que afinal habitam aquela cidade, aquela vila, aquele bairro, aquela rua, aquele país, o mundo! O museu pode ser o lugar onde as pessoas encontram algo da sua história, mas é sobretudo o lugar onde as pessoas se encontram com os seus e com as suas próprias estórias, em revelações de identidade num lugar de achado.  

Uma renovada museologia, engajada, plena de gente e de vida(s), é possível, todos os dias, em novos casos que proliferam, resilientes, ora em museus locais ora em museus nacionais que desejam contar as outras histórias, com outros protagonistas, aquelas que nunca foram contadas, onde há um sem fim de gente que importa. E que se importa em contar a sua versão da realidade, a sua mirada. Muitas vezes desde a perspectiva de quem esteve as margens das grandes decisões do poder e que por essas não se sente representado. A história desta gente é a da vida de todos os amanheceres e anoiteceres que testemunham a história dos lugares.  

 Museus interventivos precisam-se, museus que rejeitem o campo da neutralidade e da 
 ambivalência social: museus de toda a gente e para toda a  gente, sem medo de participar, sem pejo em tomar posição.  

Novos museus são precisos, sem muros, mesclados com os assuntos locais e com os temas globais, museus multivocais, ilimitados ou pelo menos de fronteiras tão amplas e difusas que não se possam policiar: museus de liberdade e de ação. Desejam-se novos museus com consciência de si mesmos que ousem idealizar futuros, cenários imaginados, novas hipóteses de  sociedade. Desejam-se museus que gritem a vozes que geralmente são caladas pelos próprios museus de consenso. Desejam-se museus de conflito e dissenso. 

A discussão do CECA_ICOM não pode ser apenas sobre conceitos a usar ou não. A discussão deve abordar claramente debate do papel e da função dos museus na sociedade. E esta discussão não queremos nos isentar de propô-la. 

Em baixo versão em Castelhano e Inglês

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Educação e Ação Cultural

Realizou-se nos dias 26 e 27 de abril, em Lisboa, na Universidade Lusófona o a Conferência Regional CECA – “Cultural action in museums: What does it mean?” que contou com apoio da cátedra da Unesco – Educação Cultura e Diversidade Cultural

 O principal objectivo deste encontro é contribuir para discutir o conceito de acção cultural nos museus europeus e a relação entre educação e acção cultural. A ideia é reunir profissionais de museus, mediadores culturais, educadores, profissionais da educação e estudantes para discutir e contribuir com ideias sobre o significado da expressão “acção cultural”. Trata-se pois de uma ação onde  profissionais de museus, mediadores, educadores e estudantes têm oportunidade de discutir e partilhar ideias com colegas de diferentes países.

As ideias e conclusões deste encontro serão apresentadas na Conferência Anual do CECA que tem como mote: Museums, Education and Cultural Action: Between Old and New Meanings. A conferência anual será realizada em Tbilisi, na Geórgia de 24 a 27 de setembro deste ano.

Cartaz

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IX Semana da Sociomuseologia na ULHT

Integrado no programa da IX Semana de Sociomuseologia a Cátedra UNESCO da UNiversidade Lusófona foi apresentada e discutida pelos participante nos seminário de investigação.

Programa da Semana de Sociomuseologia

29, 30 e 31 de janeiro de 2018 – Workshop ICAMT 2018 – Committee for Architecture and Museum Techniques – ICOM

Técnicas Museográficas, os Museus Comunitários e a Energia e Sustentabilidade.

Auditório Armando Gebuza      http://icamtlisboa2018.eu/

2 e 3 de fevereiro Aulas Estudos Pós-graduados Museologia (3º e 2º ciclos)

Função Social do Museu com o Professor Mário Chagas

5 de fevereiro Mesa-debate

O tema do Dia Internacional dos Museus 2018: «Museus Hiperconectados: novas abordagens, novos públicos» e suas articulações com a Recomendação da UNESCO relativa à «Proteção e Promoção dos Museus e das Coleções, da sua Diversidade e do seu Papel na Sociedade». Propostas e planeamento de actividades do Departamento para o Dia Internacional dos Museus 2018

6 de fevereiro III Mostra de Museologia e Cinema: “Sociomuseologia e Vidas Hiperconectividades”

7 de fevereiro – Mesa-debate “Cátedra Unesco-ULHT: Educação Cidadania e Diversidade Cultural”

8 de Fevereiro – Visita Técnica e Debate Visita Técnica ao Museu do Sporting acompanhada pela sua Diretora Dr.ª Isabel Victor – Estádio do Sporting club de Portugal, Campo Grande

09 e 10 de Fevereiro – IX Seminário de Investigação em Sociomuseologia

Durante a semana foram ainda efetuadas várias provas académicas na especialidade de museologia

Algumas fotos do evento