Poética da autonomia XI –As bibliotecas e os jardins da capital

Dizem que Cícero terá um dia escrito “Se tiveres um jardim e uma biblioteca terá tudo o que necessitas para ser feliz”. Podemos portsnte sere felizes

A partir de hoje as bibliotecas foram desconfinadas, juntado-se aos jardins que nunca o estiveram na totalidade. Os museus continuam contidos, até ver…

Desconheço se Cícero terá dito alguma coise sobre os museus. É também natural que os homens e as mulheres que nos governam, quando decidem desconfinar não tenham em mente as subtilezas do célebre orador da flor do Lacio.

Também ninguém terá percebido porque que as bibliotecas abrem e os museus ainda ficam confinados mais duas semanas. Certamente terão pensado no dia Internacional dos Museus. Para dar visibilidade.

Certamente que os leitores das bibliotecas estarão equipados com luvas e mascaras para enfrentar a ameaça epidémica. Imagino que as máquinas de dispensar café, disponibilizem mascaras cirúrgicas ou comunitária, consoante o leitor seja “erudito” ou “popular”, ou esteja nas Galveias ou em Marvila.

O que é certo é que uma biblioteca e um Jardim, juntos são a forma mais antiga do museu, tal como ele se configurou na antiga Alexandria de Ptolomeu. Mas não consta que nas especificações técnicas das modernas bibliotecas do consulado de Carrilho, constasse a necessidade de jardins. E com os museus não há mistura. São todos lugares de elite e não consta que por aí proliferem os museus comunitários.

Que falta nos fazem uma “Novas Cartas de Petarca”.

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